Chico Buarque revive ‘Desalento’ em álbum de Mariana de Moraes

23 de outubro de 2023

Música incluída por Chico Buarque no roteiro do show Que tal um samba?Desalento (1970) também ganha a voz do compositor – parceiro de Vinicius de Moraes (19 de outubro de 1913 – 9 de julho de 1980) nessa canção de redenção afetiva – no álbum que Mariana de Moraes, neta do poeta carioca da música brasileira, lança na sexta-feira, 27 de outubro, somente com músicas de autoria do avô. Chico reaviva Desalento em dueto com a cantora no disco Vinicius de Mariana.

Editado pelo Selo Sesc, o álbum Vinicius de Mariana apresenta arranjos de João Donato (1934 – 2023) em cinco das 12 músicas (as outras sete foram orquestradas por Guto Wirtti). Entre elas, Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962) e Canto de pedra preta (1966), afro-samba da parceria de Vinicius com Baden Powell (1937 – 2000), da qual Mariana também rebobina Canto de Xangô (1966) – faixa feita com as adesões de Zé Manoel e Clara Buarque, neta de Chico – e Tristeza e solidão (1966).

Já a gravação de Maria Moita (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964) agrega as vozes de Camila Pitanga, Jussara Silveira e Mart’nália enquanto Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1965) traz a cantora Luciana Moraes.

O repertório do álbum Vinicius de Mariana também inclui a menos conhecida Quando a noite me entende (Antonio Maria e Vinicius de Moraes, 1954), Só me fez bem (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1964), Mundo melhor (Pixinguinha e Vinicius de Moraes, 1966), Onde anda você (Hermano Silva e Vinicius de Moraes, 1974) – música que traz a voz de Zé Manoel, também presente no disco como pianista – e Eu não existo sem você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958).

O álbum Vinicius de Mariana foi gravado com produção musical capitaneada por Guto Wirtti com a própria Mariana de Moraes. Ambos também assinam a direção artística do disco ao lado de Leo Pereda.

Fonte: G1 – Pop & Arte