Papa Francisco pede a mafiosos italianos que eles se arrependam de crimes

23 de fevereiro de 2015

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O papa Francisco fez um pronunciamento, no último sábado (21), pedindo aos membros dos grupos de crime organizado italianos que se arrependam. O Papa acrescentou que, se isso acontecer, a Igreja Católica os receberá, se prometerem nunca mais servir à causa do mal.

Francisco falou durante uma audiência no Vaticano para peregrinos e ativistas contra o crime organizado da região da Calábria, no sul, casa da Ndrangheta, o equivalente à máfia siciliana. “O Senhor está esperando por vocês, e a Igreja vai recebê-los, desde que a vontade de servir ao bem seja clara e pública, como a escolha de servir ao mal era”, disse.

Quando visitou a Calábria, no mês de junho, o papa acusou grupos de crime organizado de praticarem “a adoração do mal” e disse que membros se “excomungaram” da Igreja pelas suas ações. A Ndrangheta, cuja maior parte do dinheiro sai do tráfico de drogas, espalhou-se da Calábria para o norte da Europa e para a América do Norte.

Um estudo de 2013, da Demoskopia, um instituto de pesquisa social e econômica, estimou que a Ndrangheta fatura por volta de 53 bilhões de euros em 30 países, o equivalente a 3,5 por cento da economia da Itália. Está sendo mais difícil combater a máfia da Calábria do que a siciliana porque sua estrutura é mais lateral do que hierárquica e as suas famílias são bastante unidas.

O papa Francisco também recebeu no último sábado, no Vaticano, a chanceler alemã Angela Merkel, para uma audiência particular durante a qual se comprometeram com uma ‘solução pacífica’ para o conflito na Ucrânia. Também foram tratados temas da “luta contra a pobreza e a fome, a exploração dos seres humanos”, indicou o Vaticano, em um comunicado.

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