Casos de cálculo renal aumentam no verão; veja como evitar o problema

9 de fevereiro de 2015

EntretenimentoSaúde

Na estação mais quente do ano, muitos baianos aproveitam para praticar as mais diversas atividades de lazer, e acabam se descuidando quanto à hidratação do corpo. Com o forte calor, as pessoas transpiram mais e não ingerem uma quantidade de líquidos suficiente, fazendo do verão a estação com o maior número de incidência de cálculo renal. Confira com a Tribuna da Bahia a causa e como evitar o problema.

A perda de água pela transpiração e falta de hidratação constante formam a combinação perfeita para o aparecimento do cálculo renal, popularmente conhecido como pedras nos rins. Quem já teve dificilmente esquece o principal sintoma: uma forte dor na lombar, que não melhora com nenhuma posição. Muitos chegam a vomitar e a rolar no chão de tanta dor.

A pedra nos rins surge com acúmulo de cristais na urina, que pode ser o ácido úrico, cálcio, cistina e oxalato. Essas substâncias se aglomeram e se depositam nos rins ou nos canais urinários, formando algumas “pedras”, que podem gerar complicações para serem eliminadas.

De acordo com o nefrologista Ernani Gusmão, a maioria dos cálculos renais é constituída por oxalato de cálcio. Para evitar que isso aconteça, é importante ingerir muito líquido.

“Não somente água, mas também sucos e frutas cítricas, que são de certo modo preventivos, uma vez que dificultan a precipitação dos sais sob forma de cristais na urina e, consequentemente, na formação de oxalato de cálcio”, explicou. Para o nefrologista o ideal é ingerir de 3 a 4 litros de líquidos por dia. É importante também esvaziar a bexiga antes de senti-la cheia.

A perda de líquido não seria um problema se as pessoas ingerissem a quantidade adequada de água, o que nem sempre acontece. Para Gusmão, o Nordeste Brasileiro concentra o maior número de incidência da doença durante o verão.

“Fatores pessoais associados a fatores ambientais podem ajudar no problema. O indivíduo que habita em região que é seca, perde muito líquido e, ao mesmo tempo, ingere pouco líquido, o que facilita para a proliferação”, concluiu.

Reincidentes da doença têm 50% de chances de ter de novo
Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos, são pequenos e expelidos pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções, necessitando de tratamento ou intervenção cirúrgica. Metade das pessoas que já tiveram e eliminaram uma pedra no rim, podem apresentar novo episódio nos cinco a sete anos seguintes.

Existe uma tendência maior do problema em pessoas do sexo masculino, mas o cálculo renal pode se formar em homens ou mulheres, de crianças a idosos.

Se sentir cólica renal, o ideal é ir para o hospital, onde os médicos aplicam soro e medicamentos para aliviar a dor. Em 90% dos casos, as pedras são liberadas de forma espontânea. Isso acontece quando o cálculo tem até 6mm, mas o tempo para eliminar varia de um paciente para o outro. Em casos mais graves – quando há dor e infecção urinária, mas o cálculo não sai de forma natural – é necessário retirá-lo cirurgicamente.

Os maiores riscos incidem sobre:

–    pacientes que já passaram por cirurgia bariátrica, pois esta modifica a absorção de oxalato, por alterar a composição da flora intestinal, o que contribui para a formação do cálculo;
–    pacientes com gota, devido à doença promover um aumento de ácido úrico, uma das causas de cálculo renal;
–    alcoolistas, já que o excesso de álcool causa desequilíbrio agressivo no processo de absorção das substâncias que formam as pedras;
–    pacientes que apresentam infecções urinárias de repetição;
–    pacientes que fazem uso indiscriminado de antiácidos e vitamina C.

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