Maria Bethânia busca sopro de renovação em dois discos com arranjos de Letieres Leite

Foto: Jorge Bispo / Divulgação

Maria Bethânia está há cinco anos sem lançar um álbum de estúdio. O último, Meus quintais, saiu em 2014. Mas a intérprete – que hoje festeja 73 anos de vida – arquitetou dois discos para compensar o longo período longe dos estúdios.

Ambos os álbuns têm a presença fundamental do maestro Letieres Leite, criador dos arranjos. Bethânia busca sopro de renovação na discografia com a conexão com o mentor da Orkestra Rumpilez, revolucionária big band de Salvador (BA).

Um álbum já está gravado e gravita em torno da escola de samba Mangueira, agremiação carioca celebrada no disco com a gravação de sambas-enredos da escola – inclusive o recente História pra ninar gente grande (Tomaz Miranda, Deivid Domênico, Mama, Márcio Bola, Ronie Oliveira, Danilo Firmino e Manu da Cuíca, 2018) – e em repertório que inclui o samba Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961).

O outro disco ainda não está gravado, pois terá o repertório primeiramente apresentado no palco em show, Claros breus, que estreia em julho na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com direção e cenário de Bia Lessa, e que parte em sequência em turnê por Brasil e Portugal.

Maria Bethânia — Foto: Jorge Bispo / Divulgação

(Maria Bethânia — Foto: Jorge Bispo / Divulgação)

Neste show Claros breus, sob direção musical de Letieres Leite, Bethânia apresentará músicas inéditas de Adriana Calcanhotto, Chico César, Flavia Wenceslau e Roque Ferreira – compositores já recorrentes na discografia da intérprete – antes de registrar essas músicas em disco. O repertório inclui também música de Chico Buarque, já conhecida, mas inédita na voz de Bethânia.

Sugestão de Caetano Veloso, a conexão de Bethânia com Letieres Leite simboliza – ao menos em tese – uma tentativa da cantora de renovar sonoridade que, embora bela, já estava soando repetitiva para quem acompanha a trajetória da intérprete nos estúdios e nos palcos há 54 anos.

Tanto que, na banda do show Claros breus, Jorge Helder é o único músico que já havia trabalhado em discos e shows anteriores de Bethânia. Entrarão em cena, na discografia da cantora, o violonista Carlinhos Sete Cordas, o percussionista Pretinho da Serrinha (já arregimentado para o ainda inédito disco em tributo à Mangueira), o tecladista Marcelo Galter (no piano e nos sintetizadores) e o percussionista Luisinho do Jêje.

Ambos os discos têm lançamentos previstos para o segundo semestre deste ano de 2019.

Fonte: G1