RETROSPECTIVA 2019 – Os álbuns brasileiros que sobressaíram ao longo do ano

Foto: Divulgação / Montagem G1

Com a progressiva transposição do mercado fonográfico para as plataformas digitais de áudio, a produção e o comércio de discos ficaram cada vez mais democráticos e independentes das gravadoras.

Em tese, todo mundo pode lançar um disco e torná-lo acessível no mercado digital com ou sem o auxílio de uma distribuidora. O que elevou o número de singles e álbuns despejados a cada semana nesse mercado, dificultando qualquer eleição de “melhores” discos.

Subjetivas pela própria natureza, as listas de “melhores” discos do ano estão cada vez mais condicionadas ao alcance da visão e audição de quem as elabora.

Como é impossível ouvir e avaliar todos os discos editados ao longo de um ano (estima-se que são milhares de lançamentos a cada mês), é possível tão somente apresentar um painel de discos que sobressaíram em determinado período, de acordo com critérios estéticos filtrados pela vivência de cada um.

Feita tal ressalva, eis – em ordem cronológica de lançamento – 16 álbuns de artistas brasileiros que, na avaliação do colunista e crítico musical do G1, sobressaíram ao longo de 2019, tendo sido cotados com cinco estrelas ou quatro estrelas e meia nas resenhas publicadas no Blog do Mauro Ferreira:

Capa do álbum póstumo 'Todo veneno vivo', lançado em 2019 com o registro integral de show feito por Cássia Eller em 1997 — Foto: Divulgação

(Capa do álbum póstumo ‘Todo veneno vivo’, lançado em 2019 com o registro integral de show feito por Cássia Eller em 1997 — Foto: Divulgação)

1. Um mergulho no nada – Ayrton Montarroyos

– Lançado em 18 de janeiro, o segundo álbum do cantor reverteu expectativas por ser disco ao vivo feito sem a fórmula de hits turbinados com o coro do público. Somente com o toque do violão de Edmilson Capelupi, Ayrton Montarroyos ofereceu interpretações personalíssimas de repertório de ótimo nível.

2. Besta fera – Jards Macalé

– No primeiro álbum de músicas inéditas em 21 anos, o artista carioca se uniu a uma turma paulistana capitaneada por Romulo Fróes, Kiko Dinucci e Thomas Harres para fazer disco apocalíptico que se alimentou do contraste entre luzes e sombras. Besta fera saiu em 8 de fevereiro já com status de obra-prima contemporânea.