Após Ana Maria e Galvão serem alvos de golpes com IA, saiba como se defender

7 de dezembro de 2023

Ana Maria faz alerta sobre venda de produtos com sua imagem — Foto: Globo

Ana Maria Braga iniciou o programa Mais Você, da TV Globo, nesta quarta-feira (6/12), alertando seus fãs sobre um golpe.

Ela disse que há criminosos usando sua imagem e voz para vender produtos estéticos. Recentemente, Galvão Bueno também foi vítima do mesmo golpe e relatou o ocorrido na web.

Cada vez mais recorrentes, os golpes que envolvem inteligência artificial (IA) estão dominando as redes sociais.

Alexandre Pinto, Especialista em Tecnologia e Sistemas de Informação pela UFF, Marketing pela FGV, Gestão de Negócios pela Ohio University e Conselheiro de Administração pelo IBGC, explica que de início, a primeira coisa a se observar, é como a I.A. se comportando ao falar com você. “A velocidade das respostas pode ser uma boa dica com quem estamos interagindo.

A falta de objetividade nas respostas com teor sensível, também pode ser um indício.

Respostas muito padronizadas também é um parâmetro que podemos estar diante de uma IA”, disse ele.

O especialista em tecnologia da informação lamenta que ainda não há leis próprias para regulamentar o uso desta inteligência artificial.

“Ainda que as IAs já existam a bastante tempo, o chat GPT foi o maior responsável pela popularização.

Diante de um tema muito novo, ainda teremos muitas questões a se explorar. Que eu saiba, no Brasil, ainda não temos lei.

Existem propostas de regulamentação e um projeto de lei recente”, expôs Alexandre.

Questionado sobre o que fazer quando se é vitima de IA ao usarem sua voz ou imagem, ele diz: “A pessoa física e/ou jurídica que disponibilizou e/ou utilizou o recurso é quem será responsabilizada.

Como dizem meus amigos advogados, qualquer pessoa pode processar pelo motivo que bem entender, obter sucesso na empreitada já é um outro passo.

Além do mais, como esse é um tema muito novo, ainda teremos muitas discussões a respeito.

Contudo, por uma questão de bom senso, se alguém utiliza a IA ou qualquer outro recurso para prejudicar alguém, muito provavelmente terá que responder por isso no âmbito cível ou quiçá criminal”. O especialista finaliza externando que não há forma melhor de se proteger do que se certificar com quem você está interagindo, verificando a qualidade do serviço prestado e, por fim, analisando a competência e credibilidade da empresa que se está contratando e também tomar medidas de proteção de dados e segurança da informação.

Fonte: Léo Dias