Biólogo Eduardo Fattore

(Foto: Desirée Pinchemel)

Recebemos o biólogo Eduardo Fattore, para falar um pouco sobre as cobras corais e desmentir algumas lendas a respeito dos corais.

A cobra-coral é uma denominação comum a várias serpentes da família Elapidae, da tribo Calliophini,[1] que podem ser subdivididas em dois grupos: corais do Velho Mundo e corais do Novo Mundo. Existem 16 espécies de corais do Velho Mundo, pertencentes aos gêneros CalliophisHemibungarus e Sinomicrurus, e mais de 65 espécies de corais do Novo Mundo, incluídas nos gêneros LeptomicrurusMicruroides, e Micrurus. Estudos genéticos indicam que as linhagens mais basais de corais se encontram na Ásia, indicando que elas se originaram no Velho Mundo.[2][3] No Brasil, podem ser conhecidas pelos nomes cobra-coral-venenosacoral-venenosacoral-verdadeiraibibobocaibiboca e ibioca.

As cobras-corais não dão “bote” e apresentam hábitos fossoriais, vivendo em sua maior parte escondidas embaixo de troncos e folhagem. A dentição é do tipo proteróglifa, característica que certamente as diferem das falsas-corais, que apresentam dentição opistóglifa ou áglifa. Existe um antigo ditado para distinguir corais-verdadeiras de corais-falsas: Vermelho com amarelo perto, fique esperto. Vermelho com preto ligado, pode ficar sossegado. O ditado está incorreto, dado que não existe um padrão de coloração exclusivo das corais-verdadeiras e muitas falsas-corais conseguem mimetizar perfeitamente um coral. A única forma de diferenciar os dois tipos de cobras é pela dentição.

Fattore falou também que a cobra não segue ninguém, espera se a pessoa não matar a mesma e nem tem veneno no rabo.

E a recomendação é de sempre usar os equipamentos de proteção, sempre tomar cuidado ao manusear qualquer objeto que esteja no local por muito tempo, sempre que encontrar uma cobra deixar ela seguir o seu caminho e caso seja picado por qualquer cobra, procurar imediatamente um pronto atendimento.