Bossacucanova se junta a Roberto Menescal em álbum em que grupo passa o blues pelo filtro da bossa

foto: Marcos Hermes / Divulgação Deck

Pioneiro na associação da bossa nova com o universo eletrônico, o trio carioca Bossacucanova continua experimentando misturas relacionadas ao gênero musical sintetizado em 1958 por João Gilberto (1931 – 2019).

Juntos desde 1997, Alex Moreira (teclados Hammond, Fender Rhodes e sintetizadores), Marcio Menescal (baixo e synth bass) e Marcelinho da Lua (scratches e samples) passam o blues pelo filtro da bossa nova no álbum que lançam neste segundo semestre de 2019 em edição da gravadora Deck.

Intitulado Bossa got the blues, o álbum junta o Bossacucanova com Roberto Menescal, compositor de vários standards do gênero. Pai de Marcio, Menescal toca as guitarras e coassina todas as músicas do disco.

O toque de Menescal está inclusive em 1937, single mixado e produzido por Moogie Canazio que dá a primeira amostra do álbum com sonoridade que remete à era das big-bands do jazz e ao jump blues(subgênero popular nos anos 1940 e influenciado pelas grandes bandas de jazz da década anterior).

Instrumental, o single 1937 também expõe o toque de Paulinho Trompete, outra assinatura recorrente no álbum Bossa got the blues. Além de ter criado os arranjos de metais do disco, Paulinho tocou não somente o trompete do sobrenome artístico, mas também trombone e flugelhorn.

Composição batizada com o ano em que Roberto Menescal veio ao mundo, 1937 foi a música que deu o pontapé inicial na composição e produção do repertório do álbum Bossa got the blues.

Fonte: G1