A prévia da inflação de preços no Brasil saltou 1,14% em setembro. A variação é a maior para o mês desde 1994, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em agosto, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que indica os rumos da inflação oficial, havia avançado 0,89%, o que correspondeu à maior alta do indicador para o mês desde o salto de 1% apurado em 2002.

Com a nova aceleração, o indicador acumula alta de 10,05% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta perseguida pelo governo, de 5,25%.  Já em 2021, a inflação soma alta de 7,02%.

Mais uma vez, os preços da gasolina e da energia elétrica foram aqueles que, individualmente, tiveram o maior impacto no índice, ambos com 0,17 ponto percentual. As variações fizeram com que os grupos de transportes (2,22%), alimentação e bebidas, (1,27%) e habitação (1,55%) representassem os maiores impactos no bolso das famílias no período de coleta.

De acordo com o IBGE, a gasolina subiu 2,85% e acumula alta de 39,05% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também ficaram mais caros, com destaque para o etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%).

 

Por: R7.COM